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	<title>A vida pode ser mais leve - Sérgio Fernandes e Marcus Facciollo</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>A era do &#8220;parecer&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 19:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[autoafirmação]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
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		<category><![CDATA[status socioeconômico]]></category>
		<category><![CDATA[valores humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa época em que "parecer" se torna mais importante que "ter" ou "ser", de verdade, e que o consumismo é visto como objetivo de vida e passaporte para a realização pessoal, que valores resgatar para levar uma vida com mais satisfação e crescimento interior? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem &#8220;ter&#8221;, muito menos &#8220;ser&#8221; de verdade. Tenho me convencido cada vez mais que o conceito de nossa época é o &#8220;parecer&#8221;. Parecer ser alguém que na verdade não se é, parecer ter condições que realmente não tem&#8230; tudo isso em busca de autoafirmação, elevação de status, tentativa de inclusão num grupo, de demonstração de poder (em vários sentidos).</p>
<p>Para ilustrar melhor o que quero dizer, exemplificarei. Recentemente, tive acesso a algumas pesquisas de mercado de um cliente com quem trabalho e essas pesquisas eram sobre alguns produtos como TVs LCD, marcas de roupas, de aparelhos eletrônicos e alimentos. Tais pesquisas foram realizadas inicialmente de forma individual com os entrevistados (normalmente das classes socioeconômicas B e C &#8211; entendendo-se classe C principalmente como a &#8220;nova classe média&#8221; que chegou a esse patamar recentemente), em suas residências, e depois com essas pessoas reunidas em grupos. Foram pesquisas encomendadas por empresas para conhecer melhor o mercado, saber que imagem elas têm entre o público consumidor e criar estratégias de vendas.</p>
<p>As informações obtidas foram bastante interessantes e comprovaram para mim algo que eu já acreditava ser a realidade. As pessoas se utilizam do consumo como forma de afirmação social, diferenciação, realização interior, autoafirmação também, para demonstrar o sucesso econômico que têm, ou que não têm mas querem aparentar ter. O que se observou na pesquisa muito comumente foi que em casas pequenas, mal-cuidadas, cheias de necessidades importantes de reparos, havia grandes TVs LCD nas salas, desproporcionalmente grandes, ocupando um espaço além do que seria razoável, mas estavam lá, absolutas, o centro das atenções. Também se constatou que muitos entrevistados gostavam de comprar produtos falsificados de camelôs que ostentavam assinaturas de famosas marcas internacionais, para os outros verem que elas &#8220;usavam&#8221; produtos de marcas que davam status. A compra de grandes veículos (utilitários esportivos, station wagons e cia.) também é realizada muitas vezes porque esses veículos fazem seus proprietários se sentirem &#8220;importantes, realizados, poderosos, pertencentes a uma &#8216;elite&#8217;&#8221;&#8230; mesmo que isso signifique pagar altas prestações durante anos a fio e deixar de investir num plano de saúde, em educação melhor para os filhos ou em produtos e serviços que poderiam contribuir para um aprimoramento cultural. Ter um computador de último tipo, desejo realizado ou em planejamento de muitos entrevistados, não significava que com isso eles pretendiam alcançar novas possibilidades de aquisição de informação e cultura. Participação em redes sociais e utilização do computador como ferramenta de trabalho foram os motivos práticos citados para a aquisição das máquinas, e tais motivos geralmente não justificavam a escolha por modelos dos mais avançados e caros. O status de ter um computador avançado e caro pesava muito na hora da escolha.</p>
<p>Creio que o luxo, a satisfação de alguns de nossos desejos de consumo e posse, a realização de algo que gostamos de fazer, de uma vontade, é necessário para viver bem, afinal, a vida não é só trabalho e obrigações (sobre isso já escrevi no artigo &#8220;Luxo para viver&#8221;, aqui no site mesmo). Porém, vejo as pessoas colocando na frente da realização de necessidades mais importantes a satisfação de desejos consumistas, muitas vezes fazendo de tudo para se sentirem &#8220;parte&#8221; de um mundo que admiram e desejam por meio da obtenção de produtos de consumo que creem que as farão membros desse mundo/estrato socioeconômico, que veem como ideal.</p>
<p>Repito que é necessário realizar vontades nossas para ter uma vida agradável, mas com bom-senso. Se eu tenho um veículo caro, que me faz parecer ser de uma camada socioeconômica superior que necessariamente não é a minha, isso não é nenhum pecado mortal, mesmo porque o que é pecado (isso existe, pecado?)? Mas o tempo e o dinheiro que gastei para adquirir aquele bem material valeram realmente a pena? Não poderiam ter sido usados para algo mais útil? Não teria sido melhor comprar um carro mais simples e com o restante do dinheiro eu ter feito um curso que desejava ou precisava e que seria positivo para mim? Ou ter feito terapia? Ou ter comprado um guarda-roupas novo, porque o meu está caindo aos pedaços? Se para mim o que importa mesmo é ter o utilitário esportivo gigante em minha garagem, que mal consigo fechar o portão porque, de tão grande, o veículo quase fica com a traseira na calçada, e ter uma casa caindo por dentro e uma limitação de currículo profissional ou de cultura geral, de autoconhecimento, de visão de mundo e do outro, pois o tempo e o dinheiro que poderia empregar nisso uso para comprar bens que pretensamente me dão status e realização, creio que tenho uma percepção um pouco distorcida do que realmente importa na vida, do que poderia de verdade me fazer ser uma pessoa mais feliz e realizada, satisfeita.</p>
<p>A maioria de nós quer ter acesso ao que é bom, principalmente quem teve isso negado por muito tempo, sentir-nos aceitos entre os que admiramos, mas que isso não seja o maior objetivo de nossas vidas. Mesmo porque ter carros, TVs e etcs. nunca fez, por si só, alguém ser feliz, melhor que os outros e bem aceito por aqueles que são a elite social, econômica e cultural. Cultura é um fator que engrandece as pessoas e as fazem ser admiradas por aqueles que verdadeiramente importam. Segurança interior, tranquilidade, gentileza, alegria de viver, senso de humanidade, justiça também. Comprar uma roupa de grife internacional (ou uma versão falsa) para parecer que é rico e ser admirado e invejado só o fará ser admirado por quem também se pauta por valores equivocados e não trará verdadeira satisfação e crescimento interior, você sempre precisará de mais, para se provar o tempo todo e provar para os outros que é alguém &#8220;importante&#8221;. A indústria de consumo e a mídia vão apoiar esse seu estilo de vida, pois querem mais é que você compre, gaste seu dinheiro e atenção com eles, e que bom se você sempre quiser mais e mais&#8230;</p>
<p>A pergunta é: até quando você vai continuar nessa dinâmica (ou irá entrar nela?) de consumir para parecer ser alguém que de verdade não é, deixando de lado o que verdadeiramente poderia fazê-lo ser uma pessoa melhor e ter mais uma vida mais leve?</p>
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		<title>Luz e Sombra</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 21:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[capacidade interior]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[escolhas pessoais]]></category>

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		<description><![CDATA[A luz e a sombra, o certo e o errado, nos acompanham a todos pela vida. Cabe a nós escolhermos que caminho seguir, de acordo com a verdade de cada um.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente ouvi o seguinte de uma professora minha: &#8220;Mesmo que caminhemos na direção da luz, a sombra sempre nos acompanhará; basta virarmos a cabeça um pouco para trás e a veremos&#8221;. Isso que ela falou imediatamente me fez pensar que, apesar de informar algo óbvio, tem grande profundidade e convida a uma reflexão interessante se nos dispusermos a isso.</p>
<p>Mais do que falar do aspecto físico, de que sempre que formos para uma fonte de luz a sombra virá atrás de nós, podemos aplicar essas palavras a nossas vidas, de diferentes maneiras. Primeiramente, que sombra e luz, certo e errado, são companheiros inseparáveis, que habitam muito próximos um do outro, e nós, com o livre arbítrio que temos, podemos facilmente escolher entre um e outro.</p>
<p>Olhar para a sombra, por uns instantes, pode nos distrair um pouco do caminho da luz, mas isso não significa necessariamente que mudaremos de direção completamente. Associando luz com &#8220;correto&#8221;, &#8220;bom&#8221;, e sombra com &#8220;não tão correto&#8221;, &#8220;não tão bom&#8221;, é necessário perceber que, mesmo que estejamos sempre fazendo o possível para caminhar para a luz, a sombra está logo ali atrás de nós, possível, basta virarmos um pouco a cabeça e suas possibilidades se abrirão para nós. Na vida, muitas vezes olhamos para a sombra e vamos em sua direção porque a luz parece nos atrapalhar, cegar. Talvez, naquele momento, nossos olhos não estejam preparados para a luz. Porém, sabemos que poderemos voltar a seguir em sua direção quando nos sentirmos aptos ou desejarmos. </p>
<p>O fato de a sombra existir é natural e positivo. Ela serve para que tenhamos a referência do que é a luz. Sem sobra, como saberíamos que a luz&#8230; é a luz? O fato de a sombra sempre nos acompanhar a todos também nos faz lembrar que qualquer pessoa, por mais madura, sábia, correta, boa que seja sempre traz consigo a possibilidade da sombra, ou seja, de falhar, de cometer enganos, de agir de forma não muito positiva uma vez ou outra. Isso faz com que se saiba que todos podem errar. Quem nega a sombra que o acompanha erroneamente julga-se infalível, sabe-tudo, onipotente, e está muito enganado. Talvez esteja, até, indo em direção à sombra sem saber. </p>
<p>Nós, como seres humanos, precisamos entender que somo falíveis, mas que podemos acertar, também. Nenhum caminho é impossível de ser mudado, nenhuma rota é impossível de ser corrigida. Dentro de nós temos o bom e o mau, o certo e o errado, conceitos que variam, claro, de pessoa para pessoa, cultura para cultura, mas basicamente têm muito em comum em todas elas. E sabemos, no íntimo, defini-los. É só ouvir o que o eu verdadeiro fala. Pode ser bom algo que só nos faz sofrer durante muito tempo, por exemplo? Mesmo que pareça confortável, seguro, será que é realmente positivo?</p>
<p>Sempre que paro para refletir sobre algum assunto, invariavelmente entendo que as respostas vêm em grande parte de dentro de nós mesmos. Quando não, podemos procurá-las fora, em pessoas, fontes de informação ou ambientes possíveis para tanto. Mas, em grande parte, repito, as respostas estão dentro da gente. Por isso, a importância de conhecer-se bem, ouvir-se, respeitar-se. Entendendo o que a luz traz de bom para a gente, a possibilidade de enxergar com clareza sua beleza, a satisfação de andar num caminho claro e bonito, entendendo que o caminho da sombra é escuro, duvidoso, normalmente sofrido, mas que existe como referência e algumas vezes precisamos andar por ele para voltarmos ao caminho da luz mais decididos e fortalecidos. Que ninguém pense que está totalmente livre da sombra; você pode não olhar para ela, pode não ir em sua direção, mas ela está ali, lembrando-nos que somos seres humanos como os outros que existem neste planeta, nem melhores, nem piores. A sombra lembra-nos que ir para a luz é uma escolha pessoal, positiva.</p>
<p>A grande meta da vida é enxergar seu próprio caminho para a luz, que é a sua luz própria. Assim, você se torna um farol para si mesmo e para os outros que estão ao seu redor, se desejarem. Ver a própria luz nos faz enxergar a do outro e valorizá-lo, assim como ver a própria sombra nos faz ter a humildade de perceber que podemos falhar e que os outros também podem, sem que isso represente uma vergonha ou culpa eterna para alguém. A luz existe para todos, em todos. É um caminho sempre possível de ser seguido e retomado, mesmo que não hoje, mas amanhã, quem sabe? Está lá para o escolhermos.</p>
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		<title>Renovar-se para viver</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 19:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento humano]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[renovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Viver plenamente demanda periodicamente renovar-se, reinventar-se para uma existência mais gratificante e feliz, em acordo com sua verdade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não escrevo artigos de cunho religioso e respeito todas as religiões que sinceramente pregam o bem. Porém, algumas datas de comemorações religiosas me fazem refletir sobre o significado que possuem. A Páscoa é uma delas.</p>
<p>O que entendo sobre a Páscoa é seu sentido de renovação, renascimento. Durante a vida, quantas vezes não precisamos renascer, nos renovar? Abandonar velhas estruturas, maneiras de ser, para adotar novas, diferentes? É algo fundamental para que continuemos vivos de maneira gratificante.</p>
<p>O ser humano geralmente não gosta de mudanças. Mudar-se ou mudar algo significa &#8220;matar&#8221; uma antiga estrutura, postura, jeito de ser, pensar, agir, para começar algo novo, portanto ainda não inteiramente conhecido, às vezes nada conhecido. Somos resistentes a novos inícios, nos acomodamos em muitas ocasiões, por temermos mexer no que, por pior que seja, já nos é familiar. Claro, há vezes em que a situação está tão ruim, tão claramente demandando modificações, que as mudanças são desejadas e bem-vindas, mas o usual é que tentemos ao máximo nos prender ao que já está estabelecido.</p>
<p>Mudar por mudar, não é essa a questão. Mudar, renovar, é necessário sempre que significar uma melhora, uma libertação, mais maturidade, crescimento, mais alegria de viver. Há quem deliberadamente viva se reinventando, mudando sua vida, não porque realmente enxerga uma necessidade positiva nisso, mas porque não consegue, ou não quer, se dedicar sinceramente a um empreendimento. Isso se faz por medo de responsabilidades, de vínculos, por autossabotagem para não se estabelecer e crescer. Mas não é esse sentido que quero destacar, e sim aquele de que sejamos conscientes de que, sempre que for necessário, façamos um esforço para superar o medo do novo, de tentar, e sigamos novos e melhores rumos para nós e nossas vidas.</p>
<p>Pessoas passam anos reclamando, cometendo os mesmos erros, numa mesma rotina por vezes sufocante, porque acham que se tentarem mudar de vida e de comportamento será pior, que não tem jeito mesmo, melhor se resignar e aceitar o que têm&#8230; Isso é uma pena. Quantas chances de ter uma vida melhor são desperdiçadas, por temor, ideias erradas de incapacidade, falta de conhecimento do próprio potencial. Aliás, mais uma vez, é o autoconhecimento que nos dá elementos para saibamos o que somos, queremos, como e quando devemos alterar nossos roteiros de vida e a nós mesmos.</p>
<p>Para aqueles que acreditam, Jesus Cristo ressuscitou. A ideia de ressurreição é interessante para todos, independente de serem cristãos ou não, para quando sentirem que precisam de mudanças em suas vidas. &#8220;Morrer&#8221; para uma situação ruim e &#8220;ressuscitar&#8221; para uma melhor. Com consciência, ouvindo seus medos, pois eles podem dizer algo de positivo, mas não se deixando dominar pelo medo que paralisa, diferente daquele que adverte e faz ser cauteloso. Com confiança em si, em seu potencial e seus conhecimentos, ciente de sua força para superar obstáculos e seguir em frente. </p>
<p>Não há becos sem saída na vida, com exceção daqueles que imaginamos para nós. Há a chance de renascer para uma existência melhor. Isso depende da vontade própria e de quanto nos conhecemos para prosseguir da melhor maneira possível, sem tantas cobranças de ter de acertar sempre o tempo todo. </p>
<p>Ser livre para renovar-se sempre que perceber a necessidade. Uma grande conquista interior que nos torna mais felizes, fortes e preparados para a vida.</p>
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		<title>Superproteção (ou Até que ponto alguém é responsável pelo outro)</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 20:38:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[amadurecimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[superproteção]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma visão sobre o mecanismo da superproteção e os efeitos negativos para quem superprotege e para quem é superprotegido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dias atrás li uma matéria sobre uma pesquisa desenvolvida numa universidade japonesa (Universidade de Gunma, trabalho de Kosuke Narita e equipe) que relata, depois de analisar os cérebros de 50 jovens de 20 anos, que aqueles que foram superprotegidos pelos pais tinham menos massa cinzenta no córtex pré-frontal, região do cérebro que se desenvolve durante a infância, sendo que anomalias nessa região cerebral têm ligação direta com esquizofrenia e doenças mentais. Kosuke Narita acredita que esse crescimento anormal da referida parte do cérebro se deva a elevadas taxas de cortisol (hormônio do estresse) e baixa produção de dopamina (neurotransmissor estimulante do sistema nervoso central). Claro, é uma pesquisa nova, muitos outros pesquisadores e cientistas ou discordam dos resultados ou apontam para a necessidade de mais estudos a respeito, porém, não é preciso ser cientista para concluir algo que é muito visível: a superproteção, não só na infância, mas em todas as idades, prejudica o desenvolvimento e o crescimento das pessoas.</p>
<p>Se nas crianças esse prejuízo pode se dar em nível fisiológico cerebral, mesmo que nos jovens e adultos isso não ocorra mais, a superproteção freia o desenvolvimento, a iniciativa, a liberdade e a maturidade da pessoa. Proteger quem precisa, acolher, ensinar, orientar, quando necessário são coisas positivas; superproteger, limitar, é diferente.</p>
<p>A superproteção, além de ser reflexo de um amor meio &#8220;sem noção&#8221;, ocorre quando se parte do princípio de que o outro não é capaz de cuidar de si, subestimam-se as capacidades dele e o superprotetor considera-se onipotente e onisciente, o que não raro o torna arrogante e achando-se dono da verdade. Repito, deve-se proteger e ajudar quem precisa, como uma criança, uma pessoa com problemas físicos ou mentais, mas, a menos que a pessoa seja totalmente incapacitada, permanentemente, mesmo quem exige mais cuidados deve ter um grau de autossuficiência, o mais possível, para que cresça interiormente e sinta-se vivo, produzindo algo, não dependente total, frágil.</p>
<p>Quem superprotege acha que ama da melhor forma possível. Alguns até sentem que não deveriam agir assim, mas não conseguem romper esse comportamento. O superprotetor, além de considerar o superprotegido como incapaz para muitas coisas, pega para si uma carga enorme, exaustiva: é responsável por sua vida e também se responsabiliza pela vida do outro, além do que seria adequado. Ora, já é tão complexo, às vezes trabalhoso, a gente ser responsável pela própria vida, quanto mais pela de outra(s) pessoa(s)! O superprotetor tem um trabalho multiplicado por dois, três&#8230; Sofre demais quando acontece algo (que entende como) ruim na vida de quem superprotege, acumula estresse, ansiedade, cansaço, mau humor e rispidez para consigo e para com os outros.</p>
<p>Quem é superprotegido sente-se amarrado, sufocado, tolhido em suas liberdades, percebe a mensagem de que é &#8220;incapaz&#8221; e nutre uma revolta por causa de o considerarem assim e/ou introjeta isso e passa, mesmo que inconscientemente, a acreditar nessa mensagem. Torna-se inseguro, dependente, não consegue tomar muitas decisões sozinho, fica mais frágil perante as vicissitudes da vida, tem possibilidade de desenvolver alto grau de ansiedade e até depressão.</p>
<p>Fora que com esse esquema de superproteção surgem chantagens de ambos os lados. O superprotetor pensa deter o controle, ameaçando retirar a sua &#8220;cria&#8221; de debaixo das asas, deixá-la ao &#8220;relento&#8221;, entregue à selvageria do mundo se ela não seguir as regras impostas. Ameaça cortar as regalias, mas só ameaça, porque na verdade jamais poderia pensar em fazer isso com pessoa(s) tão frágil(eis). Ameaça cortar suporte econômico, psicológico, o que existir e for relevante caso seu objeto de superproteção fizer algo &#8220;errado&#8221;. Impede-o de desenvolver muitas atividades de diferentes aspectos pois não o considera apto, limitando assim seus horizontes e vivências. </p>
<p>Quem é superprotegido também possivelmente vale-se de chantagem. Podendo viver num misto de raiva pela situação e concordância com ela, coloca sua &#8220;fragilidade&#8221; como elemento para que quem o superprotege faça as coisas para ele. Acomoda-se, alimenta medos, deprime-se&#8230; Tem às vezes pânico dos desafios, de mudanças que poderiam ser muito positivas.</p>
<p>A revolta, interior e/ou exterior, é possível para ambos os lados. O superprotetor pode sentir-se exausto por ter de arcar com a responsabilidade da vida do outro, até mesmo usado, maldizer a vida por lhe dar um fardo tão pesado do qual não pode nem deve se livrar. O superprotegido revolta-se por ser tão podado, subestimado, não levado a sério, considerado sempre uma criancinha, e, quando acredita que é incapaz de &#8220;andar com as próprias pernas&#8221;, também maldiz a vida por tê-lo feito tão despreparado, fraco.</p>
<p>E há muitos outros aspectos negativos relacionados à superproteção, que não serão todos mencionados aqui para não tornar este artigo um livro. A conclusão que se pode ter, depois de refletir sobre este assunto, reflexão a qual o presente artigo deseja fomentar, é de que a superproteção não é sinônimo de um amor maior e melhor e nem ajudará alguém a viver bem. Nem significa (porém às vezes pode), falando em superprotetor e superprotegido, uma forma disfarçada de sadismo, masoquismo, prepotência, mau caráter, preguiça. A superproteção nasce de equívocos (percepção de incapacidade para um lado e supercapacidade e onisciência para outro), gera muitos problemas, que podem ser solucionados, claro, mas isso demandará esforço, boa vontade de ambos os lados e tempo. Melhor seria não entrar nessa.</p>
<p>Convido os leitores a fazerem uma autoanálise, se for o caso, e perceberem se há indícios de que superprotegem (excesso de zelo, responsabilidade, limitação, proteção para com o outro, sofrimento com tudo isso) ou se são superprotegidos (excesso de limitações, cuidados impostos por alguém, sensação de estar &#8220;sufocado&#8221;, ideia de falta de condições de gerenciar a própria vida introjetada ou manifestada pelo outro em relação si). Caso um desses dois mecanismos ocorra (ou mesmo os dois ao mesmo tempo, pois muita gente que é superprotegida acaba achando que isso é o certo, apesar de todo o peso da coisa, e repete esse comportamento, então como superprotetor, para com filhos, cônjuges, amigos, etc.):</p>
<p>- para quem superprotege: será que as pessoas são tão incapazes assim, não sabem se cuidar, e não poderiam aprender a fazê-lo; e você é tão poderoso e sempre tão certo assim para administrar vidas alheias? Ensinar a pescar não é melhor que continuar sempre pescando para os outros, até porque um dia poderá não mais ter como fazer isso e aí sim as pessoas sofrerão muito mais ao verem-se sozinhas e sem saber como se cuidar?</p>
<p>- para quem é superprotegido: será que você não tem capacidade de cuidar mais de si? Quem o superprotege está sempre certo? Vai deixar sua vida nas mãos de terceiros, sua felicidade, suas escolhas? Mesmo que isso seja cômodo, é tão frustrante&#8230; </p>
<p>Revolta e brigas, rompimentos brutais,culpas, não precisa nem ajuda. Trabalho de conscientização, autoconhecimento, empatia, boa vontade e perdão, dos dois lados, leva a um novo modelo de relacionamento, com sentimentos mais leves, amor, amizade melhores. Vale a pensa pensar sobre tudo isso.</p>
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		<title>Resultado da promoção no Twitter (março/2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Fernandes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[promoção]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[ A promoção do livro A Vida Pode Ser Mais Leve no Twitter foi um sucesso! ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros amigos,</p>
<p>A promoção do livro A Vida Pode Ser Mais Leve no Twitter foi um sucesso! Queremos agradecer a todos os que nos enviaram suas mensagens e nos ajudaram também a divulgar a promoção.</p>
<p><strong>O sorteado entre todos os que deram RTs foi o <a href="http://twitter.com/jramos871" target="_blank">José Marcos Ramos</a>. Parabéns!</strong></p>
<p>Enviaremos o livro para ele nesta semana. E  quem não ganhou, mas deseja adquirir o livro, basta acessar as lojas virtuais abaixo:</p>
<p><a href="../atacado.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/atacado.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../buscape.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/buscape.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../submarino.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/submarino.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../saraiva.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/saraiva.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../americanas.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/americanas.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../loyola.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/loyola.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../ciadoslivros.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/ciadoslivros.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../cultura.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/cultura.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../martinsfontes.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/martinsfontes.gif" border="0" alt="" /></a><a href="../siciliano.html" target="_blank"><img src="../wp-content/themes/livro/images/siciliano.gif" border="0" alt="" /></a></p>
<p>Muito obrigado a todos!</p>
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		<title>Conheça seus medos</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 08:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[medos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um medo que se tem pode ser algo positivo ou negativo. Saber se é de um ou de outro tipo é muito importante para viver bem, mas como fazer isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava pensando sobre o conceito de medo. Não vou escrever sobre fobias, medos decorrentes de distúrbios psicoafetivos, isso é questão para profissionais das áreas de saúde mental e psicologia. Mas abordarei dois tipos de medo, o medo que preserva e o medo que sabota. Um é cautela, o outro é paralisação.</p>
<p>Pode-se ter medo de tentar algo, de alguém ou de uma situação por sentir-se inseguro, por temer por sua integridade (física, mental, social, etc.), por achar-se despreparado, sem condições de levar adiante uma ação, pelo menos no momento, isso percebido numa autoanálise isenta, sincera. E pode-se ter um medo que é causado por um lado nosso que quer que nos prendamos a estruturas nem sempre muito boas, internas ou externas, que está ligado a percepções distorcidas que temos sobre nós e sobre o mundo.</p>
<p>Como identificar quando o medo é de um tipo e quando é de outro? Muitas vezes, é muito claro. Noutras, a coisa não é tão simples assim. Primeiramente, admitir que ter medo é normal e faz parte da vida é um bom começo. Sem culpas por sentir medo. Quem não tem medo de nada provavelmente está equivocado. Sim, porque o medo também é sinal de inteligência e percepção das coisas. </p>
<p>Tendo isso em mente, procurar fazer uma análise do motivo desse sentimento. É causado por questões reais ou por suposições, resistência a mudanças, ideia de falta de capacidade e força interior?</p>
<p>Se o medo é fruto de uma percepção racional, é um &#8220;recado&#8221; para tomar cuidado, se preparar mais, avaliar melhor a situação, provavelmente você está diante de um medo positivo, que evitará que faça uma besteira. Esse medo é uma mensagem interna que visa a protegê-lo de consequências negativas.</p>
<p>Quando perceber que o sentimento de medo não tem a ver com autopreservação, em vários sentidos, é hora de desconfiar que ele pode ser fruto de estruturas internas que não são muito positivas e são companheiras da insegurança, ansiedade, baixa autoestima. Aí, o que se tem a fazer, antes de superar esse sentimento, é resolver o que não está tão legal assim em seu interior e gera esse medo que acaba por atrapalhar sua vida.</p>
<p>Para ter essa percepção sobre os tipos de medo e conseguir resolver aqueles que são infundados e criados por uma visão distorcida sobre si, só com um conhecimento maior sobre quem você é. Novamente, é o autoconhecimento que trará as soluções. O olhar-se com sinceridade, disposto a ficar cara a cara com suas limitações, preconceitos, visões erradas sobre quem realmente é e o que quer, precisa. Sem se conhecer melhor, não poderá discernir sobre o que realmente sente. O autoconhecimento é trabalhoso, assusta, pode causar reviravoltas dentro e fora de você? Sim. Mas só por meio dele você consegue crescer e se libertar de tudo o que o prende a conceitos e situações que não lhe fazem bem, inclusive o tipo de medo que o impede de viver melhor. (Se nesse processo precisar da ajuda de alguém capacitado, não tenha vergonha, peça, isso não será sinal de fraqueza, mas de sabedoria.)</p>
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		<title>Promoção no Twitter</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 18:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[promoção]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiba como ganhar um exemplar de A Vida Pode ser Mais Leve. Participe, é até 5 de março.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos realizando uma promoção via Twitter. Basta dar um RT na mensagem</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong><span style="color: #ff0000;">Quer ganhar o livro A Vida Pode ser Mais Leve? Dê RT nesta mensagem e siga @vidamaisleve. Confira em http://ow.ly/19fzi</span></strong></p>
<p>A promoção é válida até a meia-noite do dia 5 de março, sexta-feira, e será sorteado o livro <em>A vida pode ser mais leve</em> entre os seguidores que derem RT na mensagem. O sorteio considerará todos os RTs, então, quanto mais enviar, mais chances de ganhar!</p>
<p>No dia 8, segunda-feira, divulgaremos o resultado.</p>
<p>Participe!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tempo para pensar na vida</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 02:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[vida positiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Problemas e fugas não podem nos impedir de refletir e decidir os melhores rumos para nós e nossas vidas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém pode lhe perguntar, ao vê-lo(a) pensativo(a): &#8220;O que foi, está assim sem fazer nada&#8230; está pensando na vida?&#8221;.</p>
<p>Se a resposta for positiva, que bom! Precisamos, uma vez ou outra, parar tudo o que estamos fazendo para pensar um pouco sobre a vida. Só pensando, analisando algo a fundo podemos perceber o que está bom, o que está ruim, o que precisa ser mantido e o que precisa ser mudado.</p>
<p>Já ouvi pessoas dizerem &#8220;Nossa, nem tenho tempo de me sentir solitário(a)/pensar nos meus problemas/me sentir triste, é tanta coisa para fazer&#8230;&#8221;. Sinceramente, isso me deixa um pouco chateado. Precisamos ter tempo para pensar em como estamos vivendo. Se você não se permite ter esse tempo, que pode ter uma duração variável, muito provavelmente está &#8220;no automático&#8221;, deixando as coisas acontecerem sem ter muito controle sobre elas nem perceber se está tudo bem ou não.</p>
<p>Essa falta de tempo para pensar na própria existência pode acontecer por não se dar conta de que isso realmente é importante ou então ser algo proposital: você não se permite ter momentos para pensar em sua vida porque sabe que muita coisa não está bem, há muito para ser modificado, então melhor não pensar, pois isso poderia deixá-lo(a) triste; perceber isso também significaria precisar mudar pensamentos e atitudes, e isso dá trabalho, dá medo. Melhor deixar como está e ir levando, sem pensar muito no assunto&#8230;</p>
<p>O problema é que, se deixamos o barco correr, sem darmos a ele uma direção que seja favorável a nós, ele pode nos levar a destinos que nem de longe seriam os melhores para nós. Então, chegando lá, qual seria a atitude? Novamente não pensar no assunto e deixar o barco ir de novo sem destino? Dizer que o tempo passa seria uma justificativa para não agir assim. Claro, para algumas coisas o tempo passa, chances são perdidas, não voltam nunca mais. Porém, para muito sempre haverá novas oportunidades, se não exatamente iguais, parecidas. Creio que até o último dia de nossas vidas podemos fazer e conquistar bastante, externa ou internamente, em diferentes aspectos. O grande problema de deixar a vida passando sem que tenhamos consciência é que, ao sermos levados por ela para rumos não planejados, corremos o risco de ir perdendo a força de vida, a esperança, a fé em nós mesmos. Vai-se indo cada vez mais para longe do que nos faria bem, não se é autor da própria história, isso gera insatisfação, tristeza até. Aí culpa-se a vida. Como ela é injusta, ruim. Tornamo-nos amargos e descrentes, com a tendência de cada vez mais evitar tomar consciência de nossas vidas para não sofremos. E a espiral vai crescendo e nos puxando para o fundo.</p>
<p>O que precisa ser feito, num caso assim, é parar um pouco e se perguntar: o que tenho feito de minha vida, o que tenho feito de/para mim? As coisas estão como quero, estão da melhor maneira possível? Vai ser estranho, vai dar medo, vai dar uma sensação de desorientação, impotência, raiva até. Mas isso deve ser aproveitado, esse movimento de indignação inicial, para que se promovam mudanças positivas que venham nos fazer viver melhor, ser melhores, ter mais alegria e prazer na vida. Nada de parar para pensar na vida, ver que muito está errado e desistir, permanecendo na inércia. Se você já decidiu encarar sua existência de peito e mente abertos, continue tendo essa coragem e arrume o que não está direito, com certeza terá muitas vitórias e satisfações.</p>
<p>O medo de enfrentar uma situação ou de mudar não pode fazer com que deixemos a vida ir ao léu. Mesmo que num primeiro momento doa, precisamos encarar os fatos e a nós mesmos para decidirmos por rumos melhores. E pode nem ser tão difícil assim mudar, muitas vezes as soluções são simples, estão diante de nossos próprios olhos, mas se não nos dermos a chance de parar e pensar não conseguiremos encontrá-las.</p>
<p>Não fujamos de nós mesmos e de nossas vidas. Afinal, isso é tudo que realmente temos e se não cuidarmos com carinho, quem o fará? Só eu posso saber o que realmente é melhor para mim. Não inventemos falta de tempo, problemas, e se realmente os tivermos arranjemos uma brecha para regularmente refletirmos sobre como as coisas vão indo dentro e fora de nós. Sem tornar isso uma obsessão nem uma avalanche de pensamentos que acabam mais por confundir do que ajudar e tendem a levar à inatividade e frustração, mas usando a razão e a emoção para concluirmos a melhor forma de prosseguir.</p>
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		<title>Faça o que eu falo&#8230; mas faça também o que faço?</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 03:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento humano]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem sempre quem tem o conhecimento o usa, o que não o invalida. Grandes lições podem vir de quem menos se espera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É muito famoso o ditado popular &#8220;faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço&#8221;. Representa algo que é verdade para muita gente, que tem um discurso maravilhoso, positivo, mas cujas ações são bastante diferentes do que pregam: agem com ódio, displicência, egoísmo, negativamente&#8230; Isso significa que tais pessoas são hipócritas, falam uma coisa e fazem outra? Nem sempre.</p>
<p>Ter o conhecimento necessariamente não significa conseguir colocá-lo em prática, vivenciá-lo. Espera-se que se alguém sabe algo útil, benéfico, deve usar isso a seu favor, sempre. Só que nós, seres humanos, não somos máquinas que reagem da mesma forma sempre que um comando é dado ou uma necessidade aparece. Muitos fatores podem fazer com que uma pessoa não consiga usar seu bom conhecimento. Medos ainda não superados, pensamentos distorcidos e/ou raivosos, falta de crédito no próprio conhecimento ou mesmo em si, achando que todas as coisas boas que sabe não podem ser aplicadas a ela, que não é uma pessoa digna de tanto, momentos de perturbação, e por aí vai. Até mesmo o fato de sermos humanos e não acertarmos sempre (nem termos a obrigação disso) nos faz agir muitas vezes em desacordo com nossos conhecimentos positivos.</p>
<p>Há pessoas, sim, que falam uma coisa e deliberadamente fazem outra. Há quem fale algo e algumas vezes aja de acordo com isso. E há pessoas bastante sábias, maduras, que conseguem na maioria das vezes agir de acordo com as boas palavras que dizem. O que é preciso termos em mente é que as más ações da pessoa, as ações contrárias a seus pensamentos e palavras inteligentes e positivos, não invalidam o que ela nos transmite de bom em seu discurso. Ela pode, sim, nos dizer algo muito útil e verdadeiramente construtivo, mas por diferentes razões, como já citado, não colocar em prática.</p>
<p>Quem é que nunca disse ou ouviu &#8220;Quem é você para me dizer isso? Você, que faz o oposto do que me fala!&#8221;. Ou &#8220;Você querendo me dar bons conselhos? Olhe primeiro para si, veja se aplica isso à sua vida!&#8221;. O que ouvimos dos outros primeiro precisa ser analisado antes de ser aceito ou recusado. Se concluirmos, numa análise centrada e isenta, que a pessoa nos passou algo bom, por que não incorporar a informação e usá-la em favor próprio ou para alguém que a necessite? Nessas horas, é absorver o que a pessoa nos transmite de útil, esquecendo um pouco suas más ações para com os demais ou para com ela mesma.</p>
<p>Eu mesmo já vivi situações assim. Quando adolescente, tive um professor de natação que estava acima do peso esperado para alguém que se dizia nadador e era professor de uma modalidade esportiva. Mas tudo o que ele me ensinou era verdadeiro, surtiu efeito. Eu aprendi a nadar melhor (já sabia um pouco), a ter mais resistência, ganhei velocidade, aprendi técnicas e modalidades diferentes. Como adolescente, nem pensei muito na discrepância obesidade-professor de natação, mas pensando nisso hoje, entendo que não teria nada a ver, mesmo. Ele era um bom professor e o que ensinava era verdadeiro. Outro exemplo foi quando minha mãe voltou de um médico endocrinologista especializado em dietas. &#8220;O médico é gordo!&#8221;, ela falou. &#8220;Que desanimador, será que o regime que ele me passou vai surtir efeito?&#8221; Meio descrente, ela seguiu as orientações médicas e chegou, suavemente, ao peso que queria. Ou seja, apesar de visualmente contradizer o que pregava sobre reeducação alimentar e controle do peso, o médico tinha o conhecimento correto e o transmitia.</p>
<p>O ideal seria que a pessoa fosse a personificação de todas as coisas boas que fala, mas não vivemos num mundo ideal nem devemos perseguir isso, pois é uma busca infrutífera que só levará a decepções. O importante é saber que boas lições e informações podem vir até das pessoas aparentemente menos indicadas para isso, pode vir de quem menos se espera e acredita. Portanto, a grande sacada é ficar de olhos, ouvidos, corações e mentes abertos para o que existe e podem nos passar de positivo. E, claro, procurar ao máximo viver de acordo com o que sabemos ser o melhor para nós, sem cobranças se vez ou outra não conseguirmos e fizermos o oposto, mas sempre tentando a maior parte do tempo agir da melhor maneira. Nunca desdenhando de ninguém e invalidando o que possivelmente é aproveitável do que nos falam, mesmo que venha da pessoa em que menos botamos fé. </p>
<p>Afinal, até mesmo nos charcos mais lodacentos e feios podem surgir flores.</p>
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		<title>O mestre e o escorpião</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 00:25:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento humano]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[verdade pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Um belo texto sobre o respeito à própria essência. Ser fiel à sua verdade é um caminho para viver bem. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei quem é o autor do texto abaixo. É um texto já bem conhecido de alguns, mas que eu acho muito bom e por isso resolvi colocar no site. Vai bem ao encontro de muitas coisas que penso, que um erro não deixa de sê-lo só porque muitos o cometem e que não devemos nos distanciar de nossa verdade por causa das circunstâncias e das ações de outras pessoas. Quando alguém se distancia de sua verdade, de seus preceitos, por conta do mundo exterior ou por mecanismos de reação, pode entrar num caminho que trará muitos dissabores e perder o contato consigo e com o que deseja para si e sua vida, o que leva a insatisfação, tristeza, desestímulo&#8230; É preferível, na maioria das vezes, manter-se fiel ao que é e não perder o rumo, podendo colocar a cabeça no travesseiro tranquilamente à noite sabendo que não se traiu, a &#8220;dançar conforme a música&#8221; e no fim das contas nem saber mais direito quem é.</p>
<p>Vai o texto. </p>
<p>&#8220;Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu<br />
tirá-lo da água, mas, quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor,<br />
o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando. O<br />
mestre tentou tirá-lo novamente e outra vez o animal o picou. Alguém que<br />
estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:</p>
<p>- Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar<br />
tirá-lo da água ele irá picá-lo?</p>
<p>O mestre respondeu:</p>
<p>-A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é<br />
ajudar.</p>
<p>Então, com a ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou<br />
sua vida. Continuou:</p>
<p>- Não mude sua natureza se alguém lhe faz algum mal; apenas tome as devidas precauções.</p>
<p>Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Quando a vida lhe apresentar<br />
mil razões para chorar, mostre- lhe que tem mil e uma razões para sorrir.<br />
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua<br />
consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de<br />
você.</p>
<p>E o que os outros pensam… é problema deles.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Envelhecer é ruim?</title>
		<link>http://avidapodesermaisleve.com.br/2009/12/envelhecer-e-ruim/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 04:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>

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		<description><![CDATA[O processo de envelhecimento é natural e não é algo negativo, desde que acompanhado de amadurecimento interior, o que garante uma mente sempre jovem e uma forma positiva de viver.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava pensando em escrever sobre o ano novo, sobre como as coisas mudam ou acontecem do jeito que queremos quase sempre quando agimos para tanto, que pensamento positivo é bom, nos motiva e dá forças, mas sem ação não funciona&#8230; Porém, aproveitando a ideia de passagem do tempo que representa a mudança de ano, lembrei de uma conversa recente com uma pessoa amiga, sobre a velhice.</p>
<p>Ela falava como é difícil envelhecer, demonstrando estar consternada com a ideia de ficar velha, até mesmo revoltada com isso. Preciso dizer que quando ela falava em envelhecer referia-se principalmente à perda do &#8220;viço da juventude&#8221;, da &#8220;beleza jovial&#8221;, o que, numa sociedade como a nossa, que cada vez mais tenta retardar algo que deplora, ou seja, a velhice, é visto como algo muito doloroso. Tenta-se hoje em dia, por interesses econômicos e sabem-se lá mais quais, de inúmeras formas retardar o &#8220;tempo fisiológico&#8221;, enganá-lo, manter-se jovem na aparência e também em atitudes o máximo possível. Secundariamente, em nosso papo, havia a preocupação com uma velhice que traz doenças, decadência da saúde.</p>
<p>Bem, creio que ninguém tem vontade de envelhecer antes do tempo, de perder cabelos, ou vê-los embranquecendo, ter rugas novas conforme os anos passam, ver o corpo mudar seu metabolismo e engordar, etc. Por isso que hoje em dia temos tantos recursos que podem minimizar esses efeitos. Atualmente, tem gente com 70 anos que aparenta ter 60, 55&#8230; A vaidade e a preocupação com a estética são saudáveis, desde que de maneira equilibrada, representam que a pessoa está com sua autoestima em bom nível e não considera que ter mais anos de vida significa relaxar e descuidar da aparência e da saúde, que não vale mais a pena se preocupar com isso. Vale sim, até o último dia de vida devemos cuidar do corpo, assim como cuidamos da mente e do espírito. O problema é quando a pessoa se sente insegura conforme envelhece, pois comprou a ideia de uma sociedade consumista e equivocada que prega uma juventude eterna a todo custo, e entra numa paranoia de TER de ser, ou parecer, sempre mais jovem, muito mais jovem, às vezes, do que é. Isso denota problemas de autoestima, e o melhor seria, antes de gastar com cirurgias plásticas, procedimentos estéticos e exercícios exagerados, trabalhar o interior, com a ajuda de um profissional habilitado, na maioria das vezes.</p>
<p>Tudo bem, cuidar equilibradamente do físico, da aparência, é legal e recomendado. Mas, de qualquer forma, se nada acontecer no meio do caminho (pois basta estar vivo para morrer, e isso não é uma desgraça, mas sim uma lição para vivermos bem o hoje), todos iremos envelhecer, e por mais que façamos, isso se refletirá em nossa aparência. Posso ter 70 e aparentar 55, mas não posso ter 70 e aparentar 25! É bom eu encarar isso como uma realidade. Ao invés de ficar maldizendo a vida e a velhice que vem, eu prefiro entender que cada idade tem sua beleza. Exatamente! Cada idade tem sua beleza! Uma pessoa pode ser exteriormente linda aos 20, 30, 60, 80. Depende de como ela se cuida, se porta, se veste, se aceita. </p>
<p>A mesma pessoa amiga deu um exemplo: se passar a meu lado uma menina de 20 e poucos e uma mulher de 65, para qual eu olharei? Depende. Se a menina de 20 e poucos for desleixada, ou tiver uma postura corporal e maneiras desagradáveis, e a mulher de 65 estiver vestida com elegância (o que não significa luxo), tiver maneiras agradáveis, exalar bem-estar e alegria de vida, com certeza eu olharei para ela e pensarei &#8220;Uau, que mulher linda, chique, agradável de se ver!&#8221;. Isso, inclusive, já me aconteceu na vida real.</p>
<p>Claro que se eu me tratei mal a vida inteira, com desleixo, comendo mal, sem me cuidar fisicamente, o passar do tempo refletirá e ampliará minhas atitudes. Por outro lado, se eu me cuido, o passar do tempo não será esse algoz tão impiedoso.</p>
<p>E até agora eu escrevi sobre corpo, aparência. E a cabeça? Se eu trato mal de minha mente, com pensamentos negativos, mágoas, ódios, amargura, a cada ano que passar eu me tornarei mais e mais cinzento por dentro, perdendo esperanças e vitalidade, energia, alegria de viver. Minha cabeça fica velha, parecendo ter milênios de pó acumulado. Se passo a vida sem saber quem realmente sou, sem me respeitar, sem me dar chances ou me permitir começar de novo sempre que necessário, ter esperanças, fazer algo útil, acreditar e vivenciar o amor, pode chegar um ponto em minha vida em que minha própria consciência entrará em desespero e decidirá pôr um fim nesse processo: há médicos que acreditam serem as demências senis provocadas em grande parte pela própria mente da pessoa. Sim, a pessoa que não criou um universo positivo dentro de si chega a um ponto de tal desespero interno que sua mente decide ir &#8220;se apagando&#8221;, sair da realidade, iniciando um processo de degeneração cerebral que faz a pessoa regredir por vezes à idade infantil, internamente falando, sem reconhecer mais as pessoas, esquecendo quem ela própria é. É a escolha de fugir para parar de sofrer. Fugir de si mesmo e de sua vida, por não ter se dado oportunidades nem o amor necessário e não acreditar mais que isso seja possível (o que na realidade é, até o fim de nossas vidas). A demência seria, então, uma última atitude desesperada para amortecer a dor de uma vida triste que a própria pessoa escolheu (pois sempre podemos fazer escolhas, por mais que tudo pareça estar mal, mesmo assim posso escolher entre sofrer, me entregar e entristecer ou sentir a dor, mas acreditar ser possível melhorar e agir nesse sentido).</p>
<p>Não que um processo de involução cerebral seja 100% determinado pela forma como eu penso, me trato e ajo, há com certeza fatores físico, genéticos, mas em grande parte pode ser, sim. Por isso, cuidar do meu interior é muito importante, para que ele não envelheça e me lance num caminho de desespero, mas sim amadureça e saiba cada vez mais como viver melhor. Por mais que o corpo esteja envelhecido, a mente pode ser jovem. Que coisa bonita! A mente tem a chance de nunca envelhecer, mas sim de amadurecer!</p>
<p>Se vivemos numa sociedade que cobra a juventude eterna, seja na aparência ou mesmo em atitudes por vezes ridículas, cabe a cada um decidir se vai dar ouvidos a ela ou não. Se mesmo com todos os cuidados e atitudes positivas o tempo passa e traz suas consequências, se o corpo inegavelmente muda, mesmo com todas as plásticas e tratamentos de pele, o que fazemos? Desenvolver outros valores, sem abandonar o cuidado com a aparência e a saúde, de forma equilibrada, repito. Desenvolvemos valores como segurança, benevolência, capacidade de amar, de compreender, de raciocinar, ter calma, charme, muitas coisas que só o amadurecimento interno pode trazer, e este geralmente, se a pessoa se permitir, aumenta com a idade e as experiências e aprendizados vividos, racionalizados e incorporados, aumenta com o maior conhecimento que se tem de si. Se sou uma pessoa bem-resolvida, segura de mim, me conheço, amo e respeito, não me sinto mais tão dependente de não ter rugas para ser feliz. Se eu perceber que meus músculos estão mais flácidos, não vou pirar com isso e me &#8220;matar&#8221; na academia, vou praticar atividade física para manter minha saúde e vou seguir vivendo bem, curtindo meus dias.</p>
<p>E dizer que cada dia que se passa nos aproxima do fim&#8230; Absurdo! Não sabemos quando iremos morrer, só sabemos que iremos, mas isso pode acontecer quando tivermos 20, 40, 90 anos. Por isso, a importância de viver o hoje da melhor forma possível, trabalhar para isso, para preservar o que temos de bom e melhorar o que é deficiente. Escolher a alegria ao invés da dor, do ressentimento, da raiva, da vingança. Viver cada dia em crescimento, com uma cabeça jovem, sem afobações mas sem deixar tudo para amanhã ou para o ano que vem.</p>
<p>Portanto, que em 2010 todos nós trabalhemos para ter mentes mais jovens e maduras, pois já vimos que isso é possível, e que saibamos viver cada dia da melhor maneira possível, sempre abertos para aprender, melhorar o que desejamos e ter vidas mais felizes. Aliás, que tal começarmos, ou continuarmos, esse trabalho hoje mesmo, sem esperar o ano que vem? </p>
<p>Feliz Ano Novo, feliz mente jovem!</p>
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		<title>Um Natal de verdade para todos!</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 18:42:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[afetividade]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ponto de vista sobre o Natal: muito além de ceias e presentes, oportunidade de renovar laços de amor e a fé em si e na vida, esteja você só ou em grupo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Natal está chegando. Festas, reuniões com amigos, familiares, e compras, movimento intenso nas ruas, congestionamentos nas estradas, desejo de aproveitar o feriado a qualquer custo, muitas vezes. Mas, qual o significado real desse período? Sabemos ou realmente lembramos dele?</p>
<p>O Natal para os cristãos é a comemoração do nascimento de Jesus. Isso é um motivo de grande importância e devoção. E o que mais? E para quem não é cristão? </p>
<p>Entendo o Natal como uma data em que as pessoas se reúnem (ou deveriam se reunir) para celebrar o amor que têm umas pelas outras, a fé nelas e na vida, a esperança. Todo ano o Natal é celebrado, como que significando uma oportunidade para relembrarmos a fé no bem, no amor, na capacidade positiva da humanidade. Esse &#8220;espírito de Natal&#8221; deveria ser diário, durante os 365 dias do ano. Se isso não acontece, que esta época sirva para rememorarmos o que foi citado. Essa ideia de Natal como amor e fé é válida para pessoas de todas as crenças religiosas, ou de crença nenhuma, mas que acreditem no potencial para o bem que todos possuímos. </p>
<p>Na nossa sociedade, o Natal virou muito sinônimo de compras, festa, banquetes, presentes, ou frustração por não ter dinheiro e não conseguir fazer tudo isso. Há quem verdadeiramente se infernize nesse período por causa da correria, pela dúvida em passar a noite na casa de fulano ou cicrano, como fazer para contentar a todos, ou se sinta infeliz por não ter família ou amigos para compartilhar a data. Não, amigos, não tornemos o Natal uma época-problema. Dinheiro e formalidades não têm nada a ver com a essência desse período. Passemos o Natal com quem realmente amamos e nos ama, com quem importa para nós, sinceramente, façamos isso de bom grado, sem nos forçarmos para manter aparências ou por motivos mesquinhos. Se Natal significa amor, esperança, calor humano, não se deve agir nesta época com mágoas, sentir-se insatisfeito, infeliz. Não é vergonha dizer não a alguém, recusar um convite para passar a data junto se sinceramente não se tem o desejo. Procuremos ouvir o que sinceramente o coração nos diz, quem ele nos diz para estarmos junto.</p>
<p>Se não há com quem passar a véspera ou o dia de Natal, e a gente mesmo? Ora, eu tenho a mim, a pessoa mais importante em minha vida. Não ficarei me lamentando se não tenho dezenas de amigos ou parentes para compartilhar uma ceia, trocar presentes e abraços. Eu mesmo me dou um lindo Natal: abraço-me com carinho, me cumprimento pelo que sou de brilhante, bondoso, pelas minhas qualidades, me dou um presente especial, faço algo que gosto, busco dentro de mim a fé em minha pessoa, resgato a crença de que sou capaz de amar, ser amado e ser feliz, e que, se isso não acontece ainda, tenho possibilidade de fazer com que venha a acontecer, se me ajudar nesse sentido &#8211; e posso me ajudar dessa forma, basta eu me permitir encontrar em mim os meios para tanto.  </p>
<p>O maior presente que posso dar aos outros não se mede pelo preço. Nem pela quantidade de pratos de minha ceia. O maior presente que posso dar a quem amo é meu próprio amor. Minha presença, meu abraço, minha promessa sincera de estar ao lado de quem gosto quando a pessoa precisar ou para dividir alegrias, o máximo que eu puder. Celebro a oportunidade de estar com gente especial perto de mim, celebro o fato de estar vivo e ter um mundo de possibilidades boas pela frente. Celebro a oportunidade que tenho de poder, quando quiser e puder, me tornar uma pessoa melhor e mais feliz.</p>
<p>Um maravilhoso Natal a todos! A todos mesmo, sem distinção nenhuma. Afinal, Natal é um conceito de bem superior a que todos têm direito. Algo tão bom que poderíamos nos esforçar para que existisse em todos os dias de nossas vidas.</p>
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		<title>ENTREVISTA NA TV E LANÇAMENTO DO LIVRO EM CUIABÁ-MT, 23/12</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 22:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O autor Sérgio Fernandes estará em Cuiabá nessas datas para divulgar o livro, dando entrevista e realizando coquetel de lançamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano está acabando, mas as novidades não. No próximo dia 23/12, quarta-feira, o autor Sérgio Fernandes estará em Cuiabá participando de dois eventos importantes.</p>
<p>O primeiro, pela manhã, será uma entevista sobre seu trabalho, no Jornal da Manhã da TV Gazeta/Record &#8211; canal 10, Cuiabá. Na entrevista, Sérgio falará sobre sua carreira como escritor de mais 14 livros publicados, incluindo-se aí &#8220;A vida pode ser mais leve&#8221;, que tem sido tão bem recebido pelo público. Com certeza, muita coisa interessante será conversada. Não deixem de ver!</p>
<p>O segundo evento será o coquetel de lançamento em Cuiabá do livro &#8220;A vida pode ser mais leve&#8221;, na Livraria Janina, Shopping Três Américas, iniciando-se às 19h30 e com o Sérgio recebendo as pessoas e autografando exemplares do livro de sua autoria com Marcus Facciollo. Sérgio retorna a seu Estado natal para divulgar seu mais recente trabalho.</p>
<p>Não percam! Assistam à entrevista e compareçam ao lançamento.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-167" title="convite" src="http://avidapodesermaisleve.com.br/wp-content/uploads/2009/12/convite.jpg" alt="convite" width="750" height="429" /></p>
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		<title>COMUNICADO IMPORTANTE</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 20:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[como comprar]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[lojas físicas]]></category>
		<category><![CDATA[lojas virtuais]]></category>

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		<description><![CDATA[Indicações de como e onde adquirir o livro "A vida pode ser mais leve"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, amigos que visitam nosso hotsite e têm interesse em adquirir nosso livro &#8220;A vida pode ser mais leve&#8221;.</p>
<p>Ele é encontrado em lojas físicas, como nas unidades da Livraria Saraiva, da Livraria Loyola, pode-se encomendá-lo na Livraria Cultura, e pode também ser comprado com segurança e eficiência nas lojas virtuais indicadas na página inicial deste site &#8211; todas apresentam diversas opções para pagamento e são ambientes seguros.</p>
<p>Estamos muito felizes por ver os estoques das lojas virtuais esgotando-se rapidamente devido ao sucesso da obra, mas não queremos que ninguém fique sem adquirir o livro. Se em algum momento ele estiver esgotado em uma loja, será encontrado em outra. Os estoques são periodicamente renovados. Qualquer dúvida, entre em contato com o setor comercial da Editora (11) 2978 7253.</p>
<p>Façam uma boa e proveitosa leitura de nosso livro e entrem em contato conosco depois por e-mail para dizer o que acharam, trocar experiências, etc. Isso será muito bom.</p>
<p>Abraços,</p>
<p><strong>Marcus Facciollo e Sérgio Fernandes.</strong></p>
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		<title>Trabalho: muito mais do que ganhar dinheiro</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 15:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[vida real]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho que enobrece é aquele que traz, além de dinheiro, satisfação, a certeza de estar sendo produtivo, segurança, vontade de aprender mais, trocar conhecimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-152 alignleft" title="Trabalho--muito-mais-do-que-ganhar-dinheiro" src="http://avidapodesermaisleve.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Trabalho-muito-mais-do-que-ganhar-dinheiro.jpg" alt="Trabalho--muito-mais-do-que-ganhar-dinheiro" width="338" height="334" />O trabalho remunerado é o tipo de trabalho que predomina em nossa sociedade. Sim, existe o trabalho voluntário, que não envolve um pagamento (ou, às vezes, implica pagamento simbólico), e o estágio, muitas vezes também não remunerado, só que a maior parte das pessoas que trabalha recebe dinheiro por isso.</p>
<p>Mas trabalha-se só para ganhar dinheiro para viver? Se a resposta for sim, é uma pena. O trabalho é (ou deveria ser) mais do que isso; deve(deveria) ser, sim, uma forma de a pessoa empregar seus conhecimentos, capacidade, para um fim útil, conquistando satisfação pessoal por fazer o que gosta, por aprender um pouco mais a cada dia, por contribuir positivamente para a sociedade e sentir-se produtiva, participando da economia e da construção social, além de conquistar seu retorno financeiro.</p>
<p>Infelizmente, o que vemos por aí é um monte de gente trabalhando no que não gosta, sem nenhuma satisfação pessoal, sem aprender nada de novo nem se sentir útil numa escala social, trabalhando apenas para obter sua renda. Uma atividade assim é algo muito pesado de levar. É o trabalho só por obrigação, sem prazer nenhum, como se fosse um castigo.</p>
<p>Aliás, a associação trabalho-castigo é comum em nossa cultura, assim como a ideia de &#8220;trabalho sujo&#8221;, trabalho de segunda categoria. Ora, cada trabalho tem sua importância, por mais simples que pareça. Portanto, desvalorizar um tipo de trabalho é algo que precisa ser repensado.</p>
<p>Eu mesmo, quando criança, ouvia a seguinte frase: &#8220;Se você não for bem na escola, vou te tirar de lá e te pôr pra trabalhar!&#8221;. E olhem que eu ia bem na escola! Durante muito tempo tive essa noção de que trabalho=castigo. Protelei por algum tempo minha entrada no mercado de trabalho, tinha medo de trabalhar, achava que seria uma desonra, um castigo da vida. Depois, já trabalhando, me sentia como que punido, pelas condições, exigências, salários ruins, não me sentia envolvido com o dia a dia do serviço, não gostava do que fazia, não via a hora de chegar o fim de semana, segunda-feira era a morte&#8230; É, estava sendo castigado, mesmo. Por responsabilidade minha, diga-se de passagem. O importante foi perceber o mecanismo da coisa e como sair disso, para hoje não viver mais o trabalho como algo pesado, mera obrigação.</p>
<p>Alguns pontos para reflexão, importantes para melhorar a relação com o trabalho:</p>
<ol>
<li>Você realmente quer trabalhar? Nem sempre precisar é igual a querer, lá no íntimo. Se falta vontade para trabalhar, mesmo que necessite por razões financeiras claras, investigue dentro de si que conceitos tem sobre o trabalho: castigo, exploração, perda de tempo? Procure ver o lado bom dele: exercitar sua capacidade, crescer como pessoa, ganhar dinheiro, aprender&#8230;</li>
<li>Você trabalha no que gosta? Sim, porque trabalhar numa coisa que acha chata, desagradável, monótona ou que vá contra seus princípios derruba qualquer alto astral. Que tal procurar saber o que realmente aprecia e tentar trabalhar nessa área, ou o mais próximo possível disso?</li>
<li>Você respeita seu trabalho, sente-se produzindo, tem noção de que sua atividade faz parte de um universo maior, que, porém, estaria desfalcado sem o que você faz? Entende e conscientiza a importância de seu trabalho numa escala maior ou o enxerga como uma atividade isolada, sem sentido?</li>
<li>É respeitado em seu trabalho, reconhecido? Já escrevi sobre isso, mas é bom relembrar: se as condições, horários, equipe, salário são ruins, melhor tentar outro local, haverá um em que as coisas serão melhores, não encare o trabalho como algo ruim por causa de algum(ns) emprego(s) ruim(ns) que teve. Não desanime. Perfeição pode não existir, mas condições melhores, sim.</li>
<li>Seu trabalho lhe acrescenta coisas positivas? Novas experiências, alegria, trocas em nível profissional, até mesmo pessoal? Sente-se minimamente seguro nele?</li>
<li>Sente-se razoavelmente recompensado monetariamente pelo que faz, no caso de um trabalho remunerado? Caso não, isso pode influenciar muito em sua relação com o trabalho, pode sentir-se por baixo, até ter a autoestima abalada. É caso de procurar novas opções.</li>
</ol>
<p>Os itens acima não são uma receita para a felicidade no trabalho, mas podem ser um ponto de partida para uma avaliação sincera do que tem vivido em seu lado profissional. Outros aspectos surgirão enquanto for pensando nisso, e com certeza terá condições de entender melhor por que tem ou não uma boa relação com o trabalho, que lhe traz satisfação e alegria ou sensação de peso e desânimo.</p>
<p>Como se diz popularmente, o trabalho enobrece o homem. Mas não o trabalho-obrigação, o trabalho-peso. Esse tipo vai esgotando o homem aos poucos. O trabalho que enobrece é aquele que traz, além de dinheiro, satisfação, a certeza de estar sendo produtivo, segurança, vontade de aprender mais, trocar conhecimentos. Estar num ou noutro tipo depende muito de nossas escolhas pessoais. Tendo ciência de alguns fatores, como os listados acima, para começar, procuremos fazer as melhores escolhas possíveis. Ganharemos em qualidade de vida.</p>
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		<item>
		<title>Enxergando o bom da vida no dia a dia de altos e baixos</title>
		<link>http://avidapodesermaisleve.com.br/2009/11/enxergando-o-bom-da-vida-no-dia-a-dia-de-altos-e-baixos/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento humano]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[vida positiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Reconhecer e valorizar os aspectos positivos de si e da vida para viver melhor e superar as dificuldades com menos sofrimento e mais leveza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma rádio, aqui em São Paulo, que tem algumas inserções de notícias em sua programação, com o diferencial de que são só transmitidas boas notícias. </p>
<p>Coisa de alienado, alguém pode dizer. Não, é apenas um programa que passa boas informações, dentre os muitos outros programas jornalísticos que relatam boas e más notícias, geralmente com uma quedinha pela desgraça, pela crítica, pela polêmica. Ser alienado seria só ouvir o programa de boas notícias (ou um de más, como existem por aí), mas duvido que alguém não seja exposto ou procure outras fontes de informação. O importante, o diferencial, é que sabe-se que num determinado momento, num determinado veículo de comunicação, você poderá ouvir algo real que fará com que fique mais alegre e satisfeito por saber que coisas boas (também) estão acontecendo.</p>
<p>Tudo o que escrevi até aqui é para fazer uma analogia com a vida e com o ser humano. Quantas vezes nós, em nosso dia a dia, fazemos um &#8220;programa interno de comunicação&#8221; só com os bons acontecimentos do dia, com o reconhecimento de nossas qualidades e de tudo de bom que existe por aí? </p>
<p>Parece que temos tendência a focarmos mais o ruim, ao ponto de, às vezes, nem perceber o bom. Vou dar um exemplo. Vamos pensar num profissional autônomo, a quem daremos o nome de João, e num dia de sua vida. Ele acorda, vai pra rua e batem em seu carro, amassando o para-choque de leve. Depois, vai à dentista e descobre que seu tratamento ficará mais barato do que pensava. Vai almoçar num restaurante e o prato que pede demora para vir e não está bom. À tarde, perde um cliente que tinha como certo. Pouco depois, inesperadamente fecha um bom negócio. Por telefone, tem uma discussão desagradável com um parente. Mais tarde, um amigo lhe liga e eles têm uma agradável conversa, sendo que é convidado para um almoço no fim de semana na casa desse amigo.</p>
<p>Bem, como será que João vai pensar nesse seu dia, quando estiver se preparando para dormir? Será o dia em que bateram no seu carro, almoçou mal, perdeu um cliente e discutiu com um parente, e só? Ou pensará que seu dia teve tudo isso, mas também fechou um bom negócio, descobriu que gastará menos do que pensava com sua saúde e teve um agradável papo com um amigo, vindo de quebra um convite para um almoço no fim da semana? Se João seguir a tendência que muitas vezes temos de só enxergar os aspectos ruins e esquecer ou minimizar os positivos, terá tido um dia terrível. Irá dormir descontente, cansado, negativo, talvez sem nem vontade de acordar no dia seguinte para enfrentar mais um dia que pode ser tão ruim como o que se foi. Sua energia e seu astral caem, pode comprometer seu sono com preocupações e dissabores, acordar no dia seguinte desanimado e entrar num roteiro de cada vez mais se sentir enfraquecido, entristecido, desiludido, algo que vai miná-lo física e mentalmente e que, se continuar da mesma forma, em algum tempo vai levá-lo a um estado depressivo, ansioso, sem esperanças.</p>
<p>Se João olhar para o dia que se foi como um todo, mas reconhecer o que aconteceu de bom, e que foram várias coisas, isso lhe dará energia, alegria, esperança e vontade de continuar, acreditando que seu dia seguinte poderá ser melhor ainda e que as dificuldades são apenas uma parte de sua vida, mas tudo o que há de bom compensa o ruim. </p>
<p>Creio que está claro o ponto onde quero chegar. Mas alguém pode dizer que há dias nos quais não acontece nada de bom, só fatos e pensamentos desagradáveis. Puxa, difícil haver um dia totalmente ruim, hein? E sobre os pensamentos que você tem num dia, na verdade você que os gera, escolhe a quais se prender e dar valor. Podemos afastar os pensamento ruins que vêm à mente e substituí-los por pensamentos positivos, mesmo que sejam sonhos para o futuro (muitos sonhos a gente pode realizar, não é mesmo?). </p>
<p>A tendência de se amarrar ao mau da vida é algo muito humano, comum, podendo ser motivada por distorções de visão sobre si e sobre o mundo, pelo desejo de sentir-se vítima e chamar a atenção, no intuito de obter carinho de outros ou de si. Ora, podemos obter carinho e atenção pelo que temos de positivo, por tudo de bom que transmitimos, e não por pena. Uma baixa autoestima pode nos fazer crer que não temos nada de qualidades e só podemos ser bem tratados ou mesmo admirados por meio de pena ou do sofrimento pelo qual passamos. Desconfiemos se isso ocorre e procuremos melhor a autoestima, nos conhecendo melhor para nos valorizarmos e reconhecermos tudo o que somos de bom. Visões distorcidas sobre o mundo, nas quais só vê o lado negativo, visões essas muitas vezes incentivadas pelos outros, pela mídia, mostrando um monte de tragédias, precisam ser repensadas. Não precisa parar de ler ou ver o jornal na TV, mas saber que há muita coisa boa que não é mostrada, procurar se informar sobre elas.</p>
<p>Se a sensação é de que o mundo não é bom, não lhe dá o retorno esperado, pense primeiro se você se dá o retorno que gostaria. Conhece o que tem de bom, valoriza e põe em prática isso? Ok, o mundo tem muita coisa e pessoas nem tão legais assim, mas tem um outro lado, de aspectos e pessoas que valem a pena. Se não consegue dialogar satisfatoriamente com o mundo todo, saiba que isso é normal. Nunca se pode estabelecer relações positivas com tudo e com todos. Com quem e com o que não se pode conviver satisfatoriamente, melhor manter uma distância respeitosa. Agora, com tudo o que há de bom, falando de vida e de pessoas&#8230; valorizar, reconhecer, manter-se perto, fortalecer laços. Tudo isso só lhe fará bem, em todos os sentidos.</p>
<p>Portanto, proponho um exercício. Além, claro, de trabalhar em seu autoconhecimento, para sanar distorções de autoestima e de visão de si e da vida, todo dia fazer uma retrospectiva com tudo o que lhe aconteceu de bom. Muitas coisas, na hora em que acontecem, você reconhece, mas muitas não, por isso a importância desse exercício. Vale reconhecer tudo o que realmente é bom, por mais simples que pareça (sim, pois tantas vezes fazemos o contrário, damos atenção e ampliamos as pequenas coisas ruins). Se quiser, até escreva num caderno os fatos e pensamentos positivos do dia. Fazendo isso, tenho certeza de que passará a enxergar a vida com outros olhos. Sabendo que há dificuldades, mas há satisfações, e que as satisfações dão força para viver, alegria, por isso ajudam a superar obstáculos.</p>
<p>Faça diariamente seu &#8220;boletim do tudo de bom&#8221;. Comece hoje. Isso não é ser alienado e não o afastará da realidade. Só o fará viver e ser melhor, mais fortalecido, com vontade e satisfação. A vida passa a ter outro gosto, mais rico. Como, para mim, aquele chá de maçã com canela que se toma num dia frio e de chuva e traz conforto, sensação de carinho e de alegria.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Consumo e consumismo: diferenças, necessidades e reflexões</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 23:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento humano]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[As diferenças entre consumo e consumismo e possíveis motivos que levam ao último, sugerindo-se uma reflexão sobre eles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas palavras com a mesma raiz, muito semelhantes, mas com significados, implicações nas vidas das pessoas e motivos muito diferentes.</p>
<p>Consumo é alguém adquirir, aproveitar bens, produtos, para satisfazer reais necessidades. Consumimos água e alimentos para podermos sobreviver. Comprar roupas é uma atividade de consumo motivada por uma necessidade real, precisamos nos vestir para vivermos numa sociedade que não aceita a nudez no dia a dia, também para agasalhar nossos corpos do frio, da chuva. Consumimos energia elétrica para que tenhamos uma série de confortos em nossas casas, ambientes de trabalho, mesmo porque hoje em dia é quase inimaginável nossa sociedade funcionando sem energia elétrica. Ou seja, o consumo se baseia em necessidades primordiais para o homem e para a sociedade na qual vive (o que pode variar de pessoa para pessoa, de sociedade para sociedade, porém). Até aqui, vemos que o consumo é uma atividade vital.</p>
<p>O consumismo, por outro lado, é o ato, ou hábito, de adquirir produtos em geral supérfluos sem que haja necessidade real, de maneira muitas vezes compulsiva, gerando até mesmo problemas financeiros para as pessoas, que desviam parte do dinheiro que seria empregado para fins mais necessários para compras sem necessidade. Há quem chegue a graus extremos de consumismo, comprando montes de coisas sem nem saber o que são, para que servem, e depois se arrependem ao ver que perderam dinheiro e criaram dificuldades financeiras para elas mesmas, por vezes sentem-se culpadas, mas não conseguem evitar que essas atitudes consumistas e negativas se repitam. Mesmo sem falar de casos extremos, as atitudes consumistas não costumam levar a fim positivo nenhum. Compra-se por comprar, não se satisfaz de verdade necessidade alguma, mesmo que temporariamente isso pareça acontecer.</p>
<p>Em nossa sociedade atual, o consumismo é incentivado pelas empresas, na mídia, mesmo os indivíduos passam a achar que é &#8220;correto&#8221;, necessário até. Muitos o entendem como sinal de status, de riqueza, de estar &#8220;antenado&#8221; com as novidades do mercado. Outros consomem vorazmente para gerar uma (falsa e transitória) sensação de bem-estar interior, como se fosse urgente, vital comprar algo para se sentirem em paz, ou mais felizes.</p>
<p>Que uma &#8220;shopping-terapia&#8221; às vezes faz bem não se pode negar. Você se dar um presente quando está triste, ou quando quer se fazer um agrado, ou a outra pessoa, por achar que merece, isso é válido e melhora o astral, sim. Mas quando a &#8220;shopping-terapia&#8221; é frequente, útil para preencher um vazio interior que não se entende ou amainar uma dor, uma necessidade gritante, é hora de parar e refletir, procurando entender o que acontece.</p>
<p>Muito diferente do &#8220;luxo útil&#8221; que já citei em outro artigo, o consumismo desenfreado é mais um sinal de alerta do que de satisfação de uma necessidade verdadeira. Por que alguém se deixa levar pela mídia, por exemplo, e passar a ser uma pessoa consumista, que acha que estará e/ou será melhor se trocar de celular a cada 6 meses, ou todo ano comprar um carro novo, toda semana comprar uma peça de roupa nova&#8230;? Será que faltam alguns valores e certezas internos nessa pessoa, do tipo &#8220;meu valor e qualidade como pessoa não se medem pelo que tenho, mas pelo que sou de verdade&#8221;? Talvez sim. Talvez a pessoa esteja confusa e ache que o consumismo é a atitude certa em nosso mundo atual, já que ela é bombardeada por mensagens para que compre, compre, compre&#8230; Talvez tenha atitudes consumistas (consciente ou inconscientemente) para se sentir aceita num grupo, ou demonstrar estar num &#8220;nível superior&#8221; perante outros e &#8220;levantar&#8221; uma autoestima comprometida. Ou, como já dito, tem no consumismo uma &#8220;solução&#8221; (paliativa, temporária) para seus problemas, usa-o para esquecê-los.</p>
<p>Só que, como já dito, o bem-estar gerado por tais atitudes, se existe, é efêmero. Os motivos que levaram a pessoa a comprar e comprar não desaparecem, e aí ela permanece nessa roda-viva de compras, gastos, permanência de insatisfações, compras, gastos&#8230;</p>
<p>Quando a gente se percebe consumista, e isso gera um mal-estar, pode pintar uma culpa por nossas atitudes. Mas, menos culpa e mais ação. O que já foi feito, passou. Importante daí para frente é tentar entender o que motiva as atitudes, olhar para dentro de nós e avaliar o que acontece. Isso é um processo de autoconhecimento, de redescoberta do eu e de seus valores sinceros. Só assim poderemos encontrar e resolver os conceitos distorcidos que temos, a desorientação que nos acomete, os problemas de autoestima que porventura existam. Poderemos valorizar o que realmente importa, fortalecer-nos internamente e perante mensagens deturpadas externas e internas, fortalecer nossas ideias construtivas, abandonar falsos conceitos. Crer realmente que a satisfação e o bem-estar verdadeiros vêm do SER, e não do TER ou do PARECER.</p>
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		<title>Largar os fardos, os propósitos e Viver a Vida de maneira mais Leve, o que importa é sermos felizes ou não?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 16:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Mara Regina Garcia Gengo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de deixar essa mensagem para os dois, para todos os textos, que coisa mais impressionante a visão e como vocês foram capazes de transmiti-las, que bom poder ler artigos tão inteligentes e atuais.</p>
<p>Parabenizo os dois pela facilidade de expor as opiniões dando sinais de alertas, abaixo o “pré-conceito”.</p>
<p>Gosto muito e penso na sincronicidade que aparece em nossas vidas, ontem postei no meu site algo muito parecido com esses temas. Tenho vários artigos falando quase a mesma coisa, mas a intenção é exatamente a mesma.</p>
<p>Eu sou Psicoterapeuta, e já falo logo na entrevista como trabalho, me especializei em Psicoterapia Psicodinâmica Breve, a interação do terapeuta é mais que importante, ninguem merece ficar falando sozinho, vamos tentar resolver juntos o que lhe incomoda agora, a base é totalmente psicanalitica, mas começamos do motivo da procura “agora”… sem que o paciente se dê conta fazemos todo o processo Psicanalitico mas, mais atual.</p>
<p>Estamos num momento de rapidez em resolver nossas questões, precisamos andar sempre para frente, não descartando o que já vivemos, mas aproveitando tudo isso como experiência, largar os fardos, os propósitos e Viver a Vida de maneira mais Leve, o que importa é sermos felizes ou não?</p>
<p>Até enquanto a alta, ou me chamarem de Dra. (dã) nos distancia não permito. Estamos todos no mesmo barco, eu faço 50% e você o restante rsrsr. Deixo claro que não dou alta para ninguem, ” você me procurou porque algo o estava incomodando, então só você pode dizer quando isso amenizou, ou passou, então o paciente se dá a alta.</p>
<p>Quero Parabenizar mesmo de coração, adoro pessoas inteligentes. SUCESSO SEMPRE. Beijos.</p>
<p><strong>Mara Regina Garcia Gengo<br />
São Paulo/SP</strong></p>
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		<title>Mundo virtual e tecnologia a favor do ser humano, sem gerar dependências</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 01:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Facciollo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[mundo virtual]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[vida real]]></category>
		<category><![CDATA[vida virtual]]></category>

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		<description><![CDATA[A pessoa não deve trocar o mundo real pelo virtual, mas sim buscar um equilíbrio sadio entre ambos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Computadores, informatização, internet&#8230; Que bom que tudo isso existe, facilita muito a vida de todos nós, que temos cada vez mais atividades e menos tempo. Hoje pode-se trabalhar em casa, graças à internet, desempenhar funções que antes exigiam a presença física da pessoa numa empresa. Podem-se fazer transações bancárias, compras, travar contato com pessoas de diferentes lugares, adquirir muita informação e cultura, divertir-se, fazer amizades, iniciar relacionamentos afetivos via web. Evitam-se deslocamentos, trânsito, poupa-se tempo, dinheiro, há mais comodidade. O que antes demandaria um esforço muito grande hoje em dia é bem mais fácil de fazer graças aos computadores, há diversos programas para os mais diferentes campos da atividade humana: artes, comércio, administração, editoração, medicina, engenharia&#8230; Poderia ficar aqui escrevendo muitos e muitos aspectos positivos e acredito que esqueceria de mencionar alguns. São inegáveis os benefícios.</p>
<p>Porém, toda essa tecnologia deve ser usada a favor do ser humano, ser &#8220;escrava&#8221; dele, e não o contrário. É a tecnologia que precisa se adaptar ao homem, e não o homem a ela. Se isso muitas vezes não acontece exatamente assim, nós é que temos de aprender a lidar com essas novas ferramentas, ok, certo grau de adaptação e reformulação pessoal e de conhecimentos faz parte. Também há formas de auxílio, seja uma pessoa com mais conhecimento que nos oriente ou mesmo um site, grupo de discussão virtual ou manual que esclareça nossas dúvidas. Procuremos ajuda sempre que for necessário, pois isso nos trará o conhecimento para dominarmos a tecnologia.</p>
<p>O que mais chama a atenção, entretanto, é que muitas pessoas, agora falando da internet, acabam se tornando dependentes dela para viver. Sem exageros, há pessoas em situações extremas que se sentem totalmente perdidas se não puderem acessar a internet e ficar on-line o máximo de tempo possível, que pode ser até 24 horas por dia ou mais, como casos que temos conhecimento pela mídia, de gente que passou dias e dias on-line sem comer, sem fazer mais nada, algumas vindo até a morrer. Não, isso não é exagero, por mais incrível que pareça. A coisa vira um vício, na mesma gravidade de muitos outros. A culpa não é da internet, que é algo com muitas possibilidades boas (e muitas ruins, cabe a cada um perceber isso e escolher o que quer), é um problema de cada indivíduo, que usa a vida virtual para compensar ou mascarar deficiências em sua vidas social, afetiva, por vezes trocando o mundo real pelo virtual. Poderia ter caído em outro tipo de vício? Sim. O que a internet tem de tão atrativo justamente são as infinitas possibilidades que apresenta e a relativamente fácil acessibilidade a ela. Atualmente, aqui no Brasil, muita gente tem acesso à web, seja em casa ou noutro lugar. É mais fácil acessar a web do que comprar drogas, por exemplo, não é fora da lei, não é crime o acesso.</p>
<p>Casos de pessoas viciadas no mundo virtual são casos extremos, e não cabe a mim, que não sou psiquiatra, psicólogo, médico, ficar tecendo considerações sobre razões que levam à dependência e soluções para isso. O que quero abordar é que, mesmo não sendo viciadas, dependentes, muitas pessoas acabam passando mais tempo do que seria o ideal conectadas e deixando de ter outras vivências, muito produtivas.</p>
<p>Há quem desista de sair, de encontrar pessoas, para ficar na net. Quem tenha centenas de amigos virtuais (e às vezes não conhece pessoalmente quase nenhum) e deixe de cultivar as amizades reais, muito mais ricas e calorosas. Claro, os relacionamentos virtuais têm seu valor, sim, você pode criar vínculos com pessoas que na vida real não poderia ter contato, mas eles não devem substituir os reais. &#8220;Namorar&#8221; alguém que você nunca conheceu pessoalmente, via web, é uma relação artificial. Você não conhece de verdade quem é o outro, não tem ideia de como seria no dia a dia a convivência, nem se continuaria a gostar dessa pessoa. Passar madrugadas inteiras na net em bate-papos, sites de pornografia e deixar de tentar construir relacionamentos verdadeiros é uma escolha que preenche o tempo e até gera algumas emoções passageiras, mas não preenche as necessidades reais de carinho, troca, envolvimento, crescimento interior de forma satisfatória.</p>
<p>O intuito deste artigo é fazer-nos refletir sobre o quanto temos vivido nossas vidas reais, se somos equilibrados ente esses dois mundos, o real e o virtual, se temos trocado o real pelo virtual, o que nos impele a fazer isso. Timidez, medos, baixa autoestima, falta de disposição, de tempo? O que pode ser feito a esse respeito, tendo-se em mente que pode, sim, haver espaço para a vida virtual, mas que ele não inviabilize muito o espaço que deve ser garantido para nossa vida no mundo real.</p>
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		<title>Resultado da promoção no Twitter</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[promoção]]></category>

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		<description><![CDATA[Tivemos a participação de mais de 50 pessoas e queremos agradecer a todos os que nos enviaram sua mensagem]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros amigos,</p>
<p>Tivemos a participação de mais de 50 pessoas em nossa promoção no Twitter e queremos agradecer a todos os que nos enviaram sua mensagem.</p>
<p><strong>A sorteada do concurso foi: </strong><a style="color: #4e763e; text-decoration: none; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; font-size: 14px; font-weight: bold;" title="NOEMIBARROS" href="http://twitter.com/NOEMIBARROS"><strong>NOEMIBARROS</strong></a></p>
<p>Postaremos o livro A Vida Pode Ser Mais Leve para ela nesta semana. E quem não ganhou, mas deseja adquirir o livro, <a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/2847785/a-vida-pode-ser-mais-leve/?ID=BD79DF787D90A141227100762">aproveite para adquirir agora mesmo pela Saraiva</a>.</p>
<p>Muito obrigado a todos!</p>
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